Prorrogada prisão de PMs suspeitos de chacina
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segunda-feira, 13 de junho de 2016
Rafael Machado<br>Grupo Folha 
A Justiça prorrogou a prisão de seis policiais militares suspeitos de participação em uma chacina registrada durante a madrugada de 30 de janeiro, quando 12 pessoas foram mortas a tiros e 15 ficaram feridas. Os crimes ocorreram em vários bairros de Londrina. Os PMs foram detidos há um mês após força-tarefa coordenada pela Secretaria de Estado da Segurança Pública e Administração Penitenciária (Sesp) e Corregedoria da Polícia Militar. Na ocasião, um homem também foi detido após supostamente ter escondido as armas utilizadas nos homicídios.
A decisão da prorrogação foi proferida na última sexta-feira pela juíza da 1ª Vara Criminal de Londrina, Elisabeth Khater. A informação foi confirmada pela assessoria de imprensa da Polícia Civil do Paraná. No dia 16 de maio, o Poder Judiciário havia negado o pedido de revogação da prisão de um dos soldados detidos na operação. A reportagem não conseguiu contato com o advogado que defende o grupo, Cláudio Dalledone Júnior.
As investigações da força-tarefa levam a crer que a onda de assassinatos tem ligação com a morte do policial militar Cristiano Bottino, de 33 anos, baleado no final de janeiro enquanto voltava para casa na zona norte de Londrina. Ele chegou a ser socorrido, mas não resistiu aos ferimentos e morreu. Na mesma semana, outro PM sofreu um atentado na região, mas conseguiu escapar com vida. De acordo com a Sesp, os PMs detidos foram afastados das funções até a conclusão dos trabalhos. A prisão dos agentes gerou revolta em familiares e órgãos ligados à classe.


