Proprietários pedem mais segurança
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quinta-feira, 22 de maio de 2014
Viviani Costa<br>Reportagem Local 
Londrina - O assalto registrado na manhã de ontem foi o segundo em lotéricas de Londrina em menos de duas semanas. No dia 9 de maio, dois homens armados renderam funcionários e clientes em um estabelecimento da Rua Goiás. Um terceiro rapaz aguardou a dupla do lado de fora. A ação durou poucos minutos. O trio fugiu com o dinheiro e ninguém ficou ferido.
O presidente do Sindicato dos Empregados em Lotéricas do Paraná, Aldemar Mascarenhas, afirmou que várias medidas já foram adotadas para reforçar a segurança nos estabelecimentos. "Fizemos blindagem nos caixas, o dinheiro agora é deixado no cofre e o transporte de valores é feito por meio de carro-forte", ressaltou. Segundo ele, os investimentos foram de aproximadamente R$ 2,5 milhões na região de Londrina nos últimos anos.
O sindicato não possui estatísticas relacionadas aos assaltos em lotéricas. Conforme Mascarenhas, as quadrilhas mudam a estratégia para cometer os crimes. "Tem ocorrido com frequência durante a manhã, na hora de abertura das lojas. Isso causa um pouco de pânico no nosso segmento. A gente entende que a polícia está bem aparelhada, mas precisa ir mais a fundo investigando a origem dessas quadrilhas especializadas", declarou.
Mascarenhas reclamou ainda da falta apoio da Caixa Econômica Federal. "É um negócio de risco e não tem uma remuneração decente. Chegamos no limite", desabafou. Os representantes pretendem se reunir com a Polícia Militar para pedir mais segurança para os estabelecimentos.
O proprietário de uma lotérica, que preferiu não se identificar, comentou que, mesmo com as medidas de segurança, não há controle de entrada e saída de pessoas nos estabelecimentos. "Clientes na fila correm riscos. As pessoas estão cada vez mais inseguras. Você arruma um jeito e o ladrão vai lá e consegue rapidamente um outro método rápido. É a guerra do cão contra o gato. Isso reflete a sociedade totalmente insegura", reforçou. Numa tentativa de solucionar o problema, ele resolveu contratar um segurança particular.
Os clientes adotam estratégias diferenciadas para utilizar as lotéricas. "Eu passo e dou uma olhada, se tem alguém suspeito, eu volto depois, mas não tem jeito. Não tem cadeia para prender todo mundo", disse o aposentado Paulo Antunes. A manicure Edisa Aparecida também observa cuidadosamente os locais antes de entrar. "Tem pouca segurança. A gente precisa ficar atenta", contou.
A assessoria de comunicação da Caixa Econômica Federal informou que a gerência não se pronuncia sobre a falta de segurança nas lotéricas. Conforme a assessoria, as lojas são de responsabilidade dos terceirizados que administram os estabelecimentos.
O porta-voz do 5º Batalhão da Policia Militar, capitão Nelson Villa, informou que não acredita ser uma "tendência nova" os assaltos ocorrerem no período da manhã. "Não há horário específico para roubos", declarou. Villa ressaltou, porém, que ocorreu uma "diminuição significativa" do número de assaltos a casas lotéricas em Londrina em comparação a anos anteriores.


