Curitiba - A Folha tentou contato com o fazendeiro Humberto Mano Sá, que preside a Associação de Produtores Rurais de Laranjal e é porta-voz do chamado Primeiro Comando Rural (PCR), mas não conseguiu localizá-lo. Para a Agência Estado, Sá disse ontem pela manhã, antes de protocolada a denúncia, que os fazendeiros estão aguardando resposta de uma carta enviada ao governador Roberto Requião (PMDB).
Na carta, com data de 8 deste mês, eles afirmam estar apreensivos com a ''grande movimentação de gente'' que se ''aglomera'' em acampamentos ''ditos de sem-terra'' e apelam ''por socorro no sentido de estabelecer ordem e segurança, a que temos direito, como cidadãos pacíficos e trabalhadores, mas agora sobressaltados diante desta ocorrência''.
Consta ainda na carta que ''conhecidas desocupadas e até marginais são vistos armados entre os acampados que circulam nas imediações e na cidade de Laranjal''. Os fazendeiros alegam na correspondência ter informações de que os sem-terra estariam se preparando para invadir fazendas naquela região e, por isso, estariam se sentindo ''inseguros e temerosos'', já que garantem não terem ''armas para se defender'' e nem saber como enfrentar a situação.
Ontem, no entanto, Sá também disse à Agência Estado que ''a coisa está tomando vulto'' e que ''haverá radicalização se houver invasões''.

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