Proprietários criticam blitz; Prefeitura suspende ação por causa de liminar
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quarta-feira, 14 de julho de 1999
Por Jobson Lemos, especial para a AE 
São Paulo, 15 (AE) - O primeiro dia de fiscalização da lei dos bares foi considerado por representantes dos proprietários como um ato de arbitrariedade. O empenho da Prefeitura em fiscalizar os estabelecimentos no primeiro dia de vigor da lei, de autoria do vereador Jooji Hato (PMDB), tem uma explicação simples para o diretor da Associação de Bares e Restaurantes Diferenciados (Abredi) Percival Maricato: "É marketing político".
Para Maricato, o ímpeto da administração deve durar apenas enquanto o tema estiver nos noticiários. "A prioridade anunciada pela Prefeitura era a de fiscalizar bares na periferia e aqueles que incomodam a vizinhança", disse. Maricato não entende como a administração resolverá o problema se as leis que existiam antes não eram cumpridas. "Hoje, os fiscais não vão à periferia para ver outros problemas e a fiscalização ficou só nos Jardins". Suspende - A Prefeitura suspendeu a ação dos fiscais, amanhã (16), por causa da liminar concedida pela 7.ª Vara da Fazenda Pública ao Sindicato dos Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares de São Paulo. Periferia - Enquanto a fiscalização não chega, a periferia se diverte. Não até a 1 hora. Até o último freguês. "Se não puder abrir na madrugada, melhor fechar de vez", disse Ademir Alves dos Santos, o Ceará, dono do Rainha do Bairro, no Capão Redondo, na zona sul, cujo caldo de mocotó faz a alegria de caminhoneiros
garçons, pedreiros e solitários. Na primeira noite da lei em vigor, Santos nem sequer tomou conhecimento da determinação.


