Proprietário nega intenção de negociar terra
A Secretaria de Segurança Pública do Estado justificou o cancelamento de última hora da operação de reintegração de posse da Fazenda Santa Teresinha, marcada para as 9 horas de ontem, com um acordo entre o secretário Luiz Fernando Delazari e integrantes do MST. As lideranças do movimento pediram, em prazo não determinado, um tempo para uma eventual desocupação e se comprometeram a não promover novas invasões. Delazari aceitou ainda, mesmo sem a presença de um representante da fazenda na reunião, a idéia do MST de que o Incra iria negociar a área para um futuro assentamento.
O fato revoltou o proprietário da Santa Teresinha, Alexandre Yoshihide Maehara, que recebeu a informação sobre o cancelamento por volta das 23 horas de anteontem quando já havia providenciado 10 caminhões e 10 ônibus para o transporte dos acampados. Maehara disse à Folha que é ''uma mentira a informação de que estaria disposto a vender a fazenda''. ''Não existe nenhuma possibilidade de negócio com a fazenda'', afirmou o proprietário.
O histórico das invasões na região de Paranapoema começou em 1994 com a ocupação da Fazenda Santo Antonio por 2.200 famílias do MST. Na ocasião, o principal líder do movimento, José Rainha, estava a frente do acampamento. Das ocupações promovidas desde a década de 90 pelo MST na região, somente uma terminou em assentamento, denominado Mãe de Deus, em Jardim Olinda.





