Propostas enfrentam resistência
Antes mesmo do início das obras da nova rodoviária de Maringá, há cerca de cinco anos, começaram os debates em torno da destinação do prédio da antiga rodoviária. Os comerciantes do local, que são os donos dos boxes, queriam a manutenção de algumas linhas e conseguiram. A prefeitura já apresentou vários projetos, mas nenhum saiu do papel. A última proposta foi apresentada pelo vereador José Maria dos Santos (PSN), através de um projeto de lei que transforma a velha rodoviária e a Praça Raposo Tavares em uma Feira Permanente de Artesanato.
A prefeitura criou uma feira de artesanato local, que será realizada no Centro de Convivência Comunitário. A polêmica da proposta de Santos, que obrigou a retirada do projeto de pauta, é a intenção de cercar a praça e o prédio da rodoviária com alambrado. Será a única forma de acabar com os desocupados e prostitutas que ocupam a praça, afirma. Como os setores envolvidos não aprovaram isolar a área, o projeto está sendo revisto. Santos lembra que o antigo Ceasa, no centro da cidade, era uma área degradada. Com a saída da Ceasa e a construção de um shopping, o local mudou de cara.
Outra polêmica do projeto de Santos é a intenção de fechar o trecho da rua Joubert de Carvalho, entre a praça e a antiga rodoviária. O trânsito desviaria pela travessa Guilherme de Almeida, virando no estacionamento da praça e seguindo pela travessa Júlio de Mesquita, até voltar à rua Joubert de Carvalho. O problema, ele não diz, é que o movimento de ônibus é muito grande no trecho. A praça seria reurbanizada e o prédio onde funcionava a rodoviária reformado. Montaríamos uma praça de alimentação e boxes para a venda de artesanato, diz o vereador.
Ele disse à Folha que está aberto a idéias para reapresentar o projeto. Já conversamos com a prefeitura, a associação dos artesãos, comerciantes e todo mundo concorda, garante. O secretário de Transportes José Henrique Camargo lembra que as lojas da antiga rodoviária é de particulares, e qualquer projeto deve passar pelos proprietários. Ele disse também que é inviável um desvio da Joubert de Carvalho. A faixa entre a Catedral e a universidade, passando pela praça e pela velha rodoviária, fará parte de um projeto único de reurbanização. (M.Z.)





