Curitiba- Luiz Felipe Alves, diretor do Colégio Estadual Santa Gema, localizado no bairro Barreirinha, em Curitiba, demonstrou entusiasmo pela proposta dos trabalhadores da educação de direcionar recursos do pagamento da dívida externa para investimentos em educação. ''Isso colaboraria muito na qualidade de ensino, não só porque ajudaria as instituições a incrementar a estrutura, como criaria condições para melhorar a remuneração de professores e funcionários de escolas públicas'', comentou ele.
O Colégio Santa Gema tem atualmente cerca de 1.200 alunos de Educação Fundamental e Ensino Médio e sofre os mesmos problemas enfrentados por dezenas de escolas públicas em todo o Paraná. As duas fontes de recursos - repasses mensais do governo do Estado e um repasse anual do governo federal - são insuficientes.
''O repasse mensal é gasto quase totalmente em manutenção e compra de materiais de higiene e de expediente. O repasse do governo federal é destinado para aquisição de material permanente, como bolas para aulas de Educação Física. Mas como é um recurso que vem apenas uma vez por ano, os produtos comprados com esse dinheiro logo ficam sucateados'', argumenta Alves.
As restrições financeiras impedem que a direção do colégio invista em melhorias. ''A quadra é descoberta, o que nos obriga a cancelar aulas de Educação Física em dias de chuva. Uma cobertura simples custaria R$ 40 mil. Queremos construir um vestiário perto da quadra e colocar bebedouros, mas não há dinheiro'', conta o diretor.
Alves salienta que pendências simples, como a falta de bancos nas proximidades da cantina, são difíceis de resolver. ''Tentamos angariar recursos junto à comunidade, mas é complicado. Os moradores do bairro são de classe média baixa e poucos podem contribuir'', lamenta.

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