Proposta do governo sobre gerenciamento dos recursos do PPG7 é recebida com cautela
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segunda-feira, 25 de outubro de 1999
Por sandra Sato 
Brasília, 26 (AE) - Os representantes dos países doadores de dinheiro para o Programa Piloto para Proteção das Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) receberam hoje com cautela a proposta do governo brasileiro de mudar as regras de gerenciamento dos recursos. O governo brasileiro quer liderar a administração dos projetos, hoje comandada pelo Banco Mundial. Deseja ainda trocar a palavra "doadores" por "parceiros" para denominar os participantes do programa.
O porta-voz da Alemanha - país com maior volume de contribuição - Rainer Lotz estima que a avaliação iniciada agora para verificar se os instrumentos utilizados estão ou não adequados deverá ser concluída apenas dentro de um ano. Lotz disse estar satisfeito com o programa conforme programado desde o início. O embaixador da Comissão Européia no Brasil, Rolf Timmans, lembrou que o dinheiro doado aos brasileiros é dos contribuintes dos países participantes do programa. Segundo ele, os doadores precisam ter segurança da aplicação correta dos recursos pelos vários níveis do governo brasileiro (estadual, municipal e federal). "Eles têm uma postura um pouco colonialista", reclama a secretária da Secretaria de Coordenação da Amazônia, Mary Allegretti. Ministro - O ministro do Meio Ambiente, José Sarney Filho, em seu discurso na abertura do encontro dos integrantes do programa
insistiu que o governo brasileiro deseja a criação de um "fundo único e uma única regra" para a gestão do PPG7, mesmo sabendo que a proposta está rejeitada, por enquanto. Mary Allegretti explica que a unificação permitiria ao Brasil uma margem de autonomia e flexibilidade para aplicação dos recursos.
A secretária reclamou ainda que o PPG7 está sendo operado como se fosse um empréstimo e não uma doação. Ela contou que os projetos levam em média dois anos sendo preparados e mais um para contratação. "Ficamos três anos esperando que o dinheiro chegue". Mary quer o repasse de valores menores em etapas mais curtas. Depois de aprovado pela comissão brasileira e na coordenação do PPG7, o programa iniciaria com metas prevista para um ano. Uma vez alcançadas as metas, seguiria para uma segunda etapa.
Ela acredita que com resultados mais evidentes o governo brasileiro conseguirá, em seis meses, ampliar o volume de doações novas.


