Brasília, 18 (AE) - O ministro da Fazenda, Pedro Malan, disse hoje à AGÊNCIA ESTADO que a proposta apresentada pelo governo aos líderes da bancada ruralista constitui o conjunto de medidas que o governo vai executar para o setor. Segundo o ministro, esse é o limite da capacidade fiscal do governo na discussão da renegociação da dívida dos agricultores.
O ministro disse ainda que o substitutivo aprovado na Comissão de Agricultura, da Câmara, era inaceitável e, no caso de ser aprovado pelo Congresso, a decisão do governo é pelo veto ao projeto.
A proposta do governo tem um impacto de cerca de R$ 4,5 bilhões no Tesouro Nacional, ao longo dos próximos sete anos. A expectativa do governo é que o custo financeiro da renegociação da dívida fique em torno de R$ 700 milhões a cada ano.
Devedores - Um levantamento realizado pelo governo indica que cerca de 22 mil mutuários devem empréstimos agrícolas ao Banco do Brasil. Deste total, no entanto, apenas 1% dos devedores é responsável por 49% da dívida: são os que devem mais de R$ 5 milhões. Outros 5% dos mutuários respondem por 31% da dívida e devem entre R$ 1 milhão e R$ 5 milhões.
Portanto, segundo estudo do governo, 80% da dívida agrícola está em mãos de 6% dos devedores, aqueles com débitos superiores a R$ 1 milhão. Segundo a mesma análise, 84% dos mutuários respondem por apenas 5% da divida (até R$ 200 mil), e a "imensa maioria", ou seja, os 90% que devem até R$ 500 mil, são responsáveis por 11% da dívida.

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