A iniciativa do Brasil de tornar o acesso a remédios um direito humano foi mencionada pela alta comissária de Direitos Humanos da Organização das Nações Unidas (ONU), Mary Robinson, como um dos principais destaques do organização neste ano.
Na segunda-feira, a ONU aprovou uma resolução brasileira que garante o acesso da população aos produtos farmacêuticos, com a responsabilidade dos governos nacionais. Durante a votação, ficou evidente o isolamento dos Estados Unidos, que se abstiveram.
Ontem em Genebra, na sessão de encerramento da Comissão de Direitos Humanos, Mary afirmou que a resolução ‘‘identificou uma das mais urgentes e práticas aplicações do direito à saúde no mundo atual’’. A declaração da alta comissária contradiz o argumento de Washington. Os norte-americanos defendem a tese que a saúde não é um direito e a melhor política é a proteção das patentes de remédios. (Jamil Chade, AE)

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