Proposta de reformulação do calendário letivo da UFRJ deve ser votada ainda este mês
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quarta-feira, 18 de agosto de 1999
Por Felipe Werneck 
Rio, 18 (AE) - A proposta do reitor da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), José Henrique Vilhena, de reformulação do calendário letivo da instituição, que passaria a ser organizado em três períodos de 14 semanas ou dois de 21 semanas, será votada até o fim do mês pelos conselhos superiores da universidade. Segundo Vilhena, o projeto, se aprovado, resultará no aumento de 30% do número de vagas oferecidas pela UFRJ, a maior universidade federal do País, que este ano abriu inscrições para 6.128 candidatos e possui 33.091 alunos na graduação.
O novo calendário idealizado pelo reitor totaliza 210 dias - 50 a mais que a soma dos atuais dois períodos de 16 semanas. Com a implantação da medida, haveria uma redução do período de férias pela metade (passaria para dez semanas) e a formatura poderia ocorrer, em alguns cursos, um ano antes do prazo atual, além da possibilidade de elevação do número de vagas. A carga horária dos professores não seria aumentada: teriam os mesmos 45 dias de folga que têm hoje. Segundo Vilhena, o projeto não vai trazer custos adicionais à universidade.
O reitor ressaltou, porém, que o possível aumento de vagas vai obedecer a critérios e poderá haver até mesmo uma redução do número de inscrições em determinados cursos que apresentem baixa procura. Segundo ele, existe hoje no Estado do Rio uma carência de vagas em cursos de licenciatura na área de ciência, como matemática, física, química e biologia. "Será que o Rio precisa mesmo de tantas vagas no curso de direito quanto as que oferece hoje"?, questiona. Autonomia - Na semana que vem, Vilhena encaminha sugestões ao ministro da Educação, Paulo Renato Souza, para o projeto de autonomia universitária do governo federal. Para ele, autonomia deverá garantir, como principal objetivo, o aumento do número de alunos e o desenvolvimento da produção científica. "É preciso estabelecer mecanismos para o crescimento do sistema universitário", disse.


