O Ministério da Educação determinará quais áreas de conhecimento as escolas devem inserir no ensino de 2º grau, mas não deverá especificar disciplinas para a composição da grade curricular, como acontece hoje.
A definição ficará a cargo dos Conselhos Estaduais de Educação, ou das escolas.
A proposta de reforma do ensino médio deu flexibilidade ao currículo, mas aumentou também a exigência.
O MEC dirá que competências e habilidades o estudante terá de adquirir no curso.
O anúncio da reforma surpreendeu os integrantes do Conselho Nacional de Educação (CNE), responsáveis pelo aval definitivo à proposta.
A proposta do MEC de reforma do 2º grau chegou ontem às mãos do presidente da Câmara de Ensino Médio do CNE, Jamil Cury.
‘‘Já sabíamos que o MEC estudava uma proposta, mas o anúncio surpreendeu a todos’’, admitiu Cury, professor titular de Política e Administração da Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).
Ele ainda não havia decidido qual dos 12 integrantes da Câmara assumirá a relatoria do assunto, mas já antecipou que pretende ver a proposta levada à votação até novembro, um mês antes do prazo solicitado pelo ministro Paulo Renato Souza.
‘‘A Câmara deverá ouvir especialistas e até mesmo aperfeiçoar a proposta, mas ainda é cedo para dizer’’.

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