Proposta de reativação de obras da Encol terá decisão em 20 dias Milton F.da Rocha Filho
São Paulo, 17 (AE) - A proposta feita pelas construtoras Covesa e Camargo Corrêa para reativar as obras em 259 dos 700 prédios inacabados da Construtora Encol no País, levará pelo menos 20 dias para ser analisada pelo comissário da falência da Encol, Roldão Izael Cassimiro, pelo Ministério Público, em Goiânia, e o juíz de Falências Avenir Passo de Oliveira. Se durante este período não houver contestação, o juiz deverá aprovar a proposta, que acabará com o sofrimento de pelo menos 25 mil mutuários da falida Encol.
O valor do financiamento das obras será avaliado por prédio a terem suas obras reiniciadas. Um dos bancos que poderá ajudar a financiar as obras, é o Bradesco, como está no documento que foi entregue ao juíz Avenir Passo de Oliveira.
O projeto todo para ser viabilizado necessitará de recursos da ordem de R$ 600 milhões. Com esses recursos seriam concluidos prédios em 16 Estados do País, mas mesmo assim ainda faltariam pelo menos 441 torres, hoje abandonadas, sem muros, algumas invadidas, localizadas em grandes centros urbanos.
Tanto a Covesa como a Camargo Corrêa confirmam a proposta feita ao juíz de Falências Avenir Passo de Oliveira e resolveram publicar uma nota oficial, conjunta, para detalhar o que propuseram à Justiça. As duas empresas haviam se comprometido a falar sobre o caso somente após a aprovação ou rejeição pela Justiça, mas como o juíz acabou por anunciar a existência do documento, resolveram dar as explicações.





