Curitiba-Os funcionários da Sanepar se reúnem em assembléia hoje para decidir se continuam a greve iniciada ontem. Eles vão analisar uma nova proposta de reajustes salariais feita por diretores da empresa em reunião realizada na tarde de ontem. No primeiro dia de paralisação, cerca de 65% dos servidores aderiram ao movimento em todo o Estado, segundo a União dos Sindicatos de Trabalhadores da Sanepar (USTS). Serviços como os de manutenção e de atendimento ao público chegaram a ser comprometidos.
Os sindicatos que representam os servidores reclamam de perdas salariais que chegam a 20%. Depois de duas reuniões intermediadas pelo Ministério Público do Trabalho, não houve acordo e os funcionários começaram uma greve na manhã de ontem. Segundo Gerti José Nunes, coordenador da USTS, cerca de 65% dos servidores aderiram ao movimento. A maior adesão teria acontecido em Maringá, onde 95% dos funcionários pararam suas atividades. Em Londrina e Curitiba, os índices chegaram a 70% e 80%, respectivamente.
À tarde, diretores da Sanepar voltaram a se reunir com sindicalistas e apresentaram uma nova proposta: correção salarial de 3,12% para todos os funcionários, o que corresponde ao Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC) referente aos últimos doze meses. Propõe R$ 55 de aumento linear para todos os empregados, o que faz com que os índices de reajustes variem entre 3,77% e 11,56%, dependendo da faixa salarial a que pertence o trabalhador.
A Sanepar tem 6.089 funcionários, distribuídos em 10 faixas salariais. Os menores vencimentos são de R$ 651,70. A empresa também se comprometeu a manter o auxílio alimentação.

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