Curitiba - Santa Catarina, Rio de Janeiro, Minas Gerais, São Paulo, Paraná e Espírito Santo apresentaram uma proporção de acidentes e mortes muito maior do que a de trechos de rodovias federais administrados em 2014. Para os analistas do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), isso acontece porque nessas unidades da federação o Produto Interno Bruto (PIB) e a concentração de riquezas costumam ser maiores, o que significa mais viagens, maior quantidade de veículos motorizados e, consequentemente, um número maior de colisões.
A pior situação se encontra em Santa Catarina, que possui apenas 3,6% da malha nacional, enquanto responde por 10,8% das colisões registradas e por 6,5% de todas as mortes. Detentor de 3,9 mil quilômetros (5,6%), o Paraná registrou 17, 1 mil acidentes (10,2%), o que significa uma média de 47 por dia no ano passado. Foram 777 óbitos (9,4%), pouco mais de dois para cada 24 horas. No total, 8.227 pessoas perderam a vida e mais de 100 mil ficaram feridas em todo o País, nas 169.163 batidas contabilizadas.
"Esses são os estados mais ricos, com maior tráfego e movimentação de cargas. Ali você espera mais conflitos e acidentes. Por outro lado, as rodovias estão em melhores condições, o que ameniza a situação", afirmou um dos coordenadores do estudo, Carlos Henrique Carvalho. "Por isso que é importante adotar políticas públicas de investimento, principalmente nas áreas urbanas, com passarelas, intersecções de nível e viaduto", completou o pesquisador.

TRECHO CRÍTICO
Ao se considerar a localização dos acidentes graves, que envolvem ao menos um morto ou ferido, o Ipea destacou 20 trechos, de dez quilômetros. No Paraná, o local mais perigoso fica entre os quilômetros 170 e 180 da BR-376, em Maringá (Norte). A Avenida Colombo, que corta a cidade, contabilizou 488 batidas, das quais 72 foram consideradas graves, por terem provocado oito óbitos. É a sétima pior situação do País.
O trecho com maior número de ocorrências do tipo localiza-se no quilômetro 10 da BR-101, no Espírito Santo, onde houve 126 eventos de maior gravidade e 11 pessoas perderam a vida. Em seguida aparecem os quilômetros 200 a 210 da BR-101, em Santa Catarina, com 125 acidentes graves e seis mortos. O trecho de 10 quilômetros com maior número de mortes foi o da BR-116 em Fortaleza. (M.F.R.)

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