O Ministério Público vai ajudar a Universidade Estadual de Londrina (UEL) a verificar se os docentes com gratificação pelo regime de Tempo Integral e Dedicação Exclusiva (Tide) lecionam em outras instituições. Os professores que têm essa gratificação, de 55% de acréscimo no salário, não podem exercer atividades regulares em outras faculdades. A UEL tem hoje 1.542 docentes e destes 984 recebem o Tide, o que corresponde a mais de R$ 12 milhões por ano na folha de pagamento.
Ontem, a reitora da UEL, Lygia Pupatto, solicitou a intervenção do MP à promotora de Defesa do Patrimônio Público, Solange Vicentim. Segundo a reitora a dificuldade é conseguir informações com outras instituições de ensino. A UEL enviou correspondência a 543 universidades e faculdades públicas e privadas no Paraná, São Paulo e Santa Catarina, mas apenas 78 responderam. ''O Ministério Público tem o poder de requisitar as informações, sob a penalidade de responsabilizar quem deixar de responder'', explicou a promotora.
Até agora, 50 professores tiveram a gratificação cancelada, a pedido ou por confirmação de irregularidade. Em 10 dos casos em que já foi comprovada a irregularidade, os docentes estão devolvendo os valores recebidos.

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