Curitiba - O promotor de eventos Athayde de Oliveira Neto, o único indiciado pela morte de três adolescentes no show ''Unidos pela Paz'', que aconteceu no Jockey Club, há cerca de três semanas, compareceu ontem, às 14 horas, na Promotoria de Justiça de Defesa do Consumidor órgão vinculado ao Ministério Público para prestar depoimento, mas não disse uma palavra. Athayde, de acordo com o promotor João Henrique Vilela, permaneceu em silêncio pois foi orientado por seu advogado, Julio Militão, para só falar em juízo.
Acompanhado de seu advogado, Athayde deixou a promotoria minutos depois do início do depoimento. Apesar do silêncio do organizador do show, o Ministério Público não desistiu de buscar em juízo a punição dos responsáveis pela morte de três adolescentes, pisoteados durante um tumulto na entrada do show.
Uma das estratégias do MP, de acordo com o promotor João Henrique Vilela, é recorrer de uma ação judicial de 25 de outubro de 2001, quando a promotoria acionou o Jockey Club pedindo a suspensão de um show da dupla sertaneja Bruno & Marrone. O MP também havia pedido a interdição do Jockey que não tinha liberação do município para a realização do show.
O show da dupla sertaneja aconteceu no dia 27 de outubro, normalmente, lembrou o promotor Vilela. Segundo ele, os então organizadores Luis Fernando Pimentel Mussi e Élcio Lauber Mendes conseguiram a liberação da prefeitura apenas para a realização daquele evento.
Na época, o processo foi extinto sem o julgamento do mérito, ou seja, o juiz não concedeu a interdição do clube mas também não recusou. A antiga ação está sendo agora retomada. O promotor acredita que o Jockey Club possa vir a ser interditado para a realização de shows e eventos. Segundo Vilela, não foi constatada a participação de Athayde de Oliveira Neto na promoção do show de Bruno & Marrone.

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