São Paulo- A Promotoria da Cidadania do Estado de São Paulo instaurou ontem inquérito civil para exigir que empresas de telefonia celular desenvolvam, custeiem e atualizem tecnologia para bloquear o sinal de celulares nas proximidades de penitenciárias do Estado.
A medida, motivada pela sucessão de 251 ataques realizados desde sexta-feira pela facção criminosa PCC (Primeiro Comando da Capital), faz parte de um pacote para coibir a ação de quadrilhas. Em consequência dos ataques, 115 pessoas morreram.
Para o procurador-geral de Justiça de São Paulo, Rodrigo Pinho, a exigência às empresas se baseia no princípio da responsabilidade social. ''Não é transferência de responsabilidade do Estado. O governo deverá reforçar as revistas nas penitenciárias.''
O procurador afirmou que o Estado já licitou e comprou bloqueadores, mas a duração da concorrência e do processo de compra fez com que, ao serem obtidos, a tecnologia já estivesse obsoleta.
As empresas de telefonia celular serão chamadas para uma conversa no Ministério Público. Caso não haja acordo, a promotoria fará um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) e, se necessária, uma ação civil pública, para obrigar as empresas tomarem providências.(Folhapress)

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