A Promotoria do Consumidor começou a preparar ação de indenização coletiva em favor das pessoas feridas e dos parentes dos mortos em decorrência do incêndio no Canecão Mineiro, em Belo Horizonte, no sábado. Seis pessoas morreram, e 341 ficaram feridas.

O promotor Eduardo Nepomuceno disse que, independentemente da ação do Ministério Público, as pessoas que tiveram prejuízos poderão entrar com ações individuais para pedir indenização.

''O Ministério Público vai realizar um cadastro das pessoas atingidas e levantar os prejuízos que elas tiveram.'' Ele confirmou que o Canecão não tinha alvará de funcionamento.

Outros dois promotores acompanham o inquérito policial, que poderá resultar em uma ação criminal. A casa noturna não tinha saídas de emergência, hidrantes, mangueiras e outros itens de segurança. Havia no local apenas quatro extintores.

Mesmo assim foram queimados fogos de artificio no interior do Canecão, a causa principal do incêndio, quando a banda de pagode Armadilha do Samba entrava no palco. Estavam no local mais de mil pessoas.

Um dos proprietários da casa de shows, Rubens Resende Martins, disse que não tem dinheiro, mas que ''fará o possível'' para indenizar todas as pessoas. Ele usava o alvará de uma antiga casa de shows, o Trem Caipira, que funcionava no mesmo local.

Cerca de 60 pessoas -uma em estado ''gravíssimo''- continuavam internadas em hospitais da cidade hoje.

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