São Paulo - O Ministério Público de Presidente Prudente instaurou inquérito civil para apurar se o prefeito Agripino de Oliveira Lima (PFL) cometeu improbidade administrativa ao bloquear a principal rodovia que dá acesso ao município para impedir a entrada de uma marcha do MST.
O bloqueio com tratores e máquinas da prefeitura acabou ontem, por determinação do governador Geraldo Alckmin (PSDB).
‘‘Vamos apurar a utilização de máquinas de uma sociedade de economia mista no bloqueio da estrada e a motivação para decretar ponto facultativo no município’’, disse a promotora Elaine de Assis e Silva.
Às 5 horas, policiais militares subiram nos tratores de esteiras e caminhões e liberaram a rodovia. O bloqueio havia começado na madrugada de anteontem. Não houve reação. O assessor jurídico da Prefeitura de Presidente Prudente, Luís Carlos Manfrin, disse que o município irá processar o governo paulista, por danos ao patrimônio municipal.
É que para retirar as máquinas do local, policiais tiveram de fazer ligação direta nos veículos.
Depois da liberação, os cerca de 1.200 sem-terra, segundo avaliação da PM, seguiram em passeata para o centro de Presidente Prudente, onde foi feita uma manifestação pela reforma agrária.
O prefeito, que tem 70 anos, foi internado no Hospital Universitário, alegando uma crise de pressão alta. Permanecia lá até as 17h30.
José Rainha Jr., líder do MST no Pontal, afirmou que o ingresso da marcha do MST na cidade de Presidente Prudente não foi uma vitória do movimento contra Agripino Lima, ‘‘mas sim a vitória da Constituição Federal, que garante o direito de ir e vir, sobre o feudalismo e a arrogância que imperam no Pontal do Paranapanema’’. Nenhum assessor de Lima comentou a declaração.

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