São Paulo, 16 (AE) - A Máfia dos Fiscais ganhou uma nova corrente de apuração e transformou-se no alvo número 1 de uma verdadeira "frente de investigação". A partir de hoje a Promotoria de Justiça da Cidadania da Capital entrou oficialmente no caso apurado pela Polícia Civil, promotores da área criminal e Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Câmara.
A entrada da Promotoria de Justiça da Cidadania foi acertada à tarde, numa reunião entre os vereadores que integram a CPI e os promotores da área cível. "Vamos ajudar a colher provas referentes à nossa área de atuação para ajudar nos trabalhos da CPI e fazer uma investigação paralela", afirmou o promotor Fernando Capez.
Segundo ele, a participação da promotoria é importante porque poderá tornar mais ágeis eventuais pedidos de bloqueio de bens supostamente obtidos por meio de enriquecimento ilícito, processos para suspensão dos direitos políticos por até dez anos e investigações de supostas contas bancárias em outros países.
Capez explicou que os promotores da área cível têm competência também para conduzir investigações e propor eventuais processos mesmo que os suspeitos tenham imunidade parlamentar. "Esse direito vale para as questões criminais, não para causas cíveis". O presidente da CPI, vereador José Eduardo Martins Cardozo (PT), elogiou a participação de mais um grupo de promotores.

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