Londrina – A Promotoria de Defesa do Consumidor de Londrina oficiou hoje o Tribunal de Justiça do Paraná (TJ-PR) para a correção dos problemas estruturais no Fórum de Londrina. O prédio foi alvo de pedido de interdição por parte do Corpo de Bombeiros, durante vistoria no início do mês. Segundo o promotor Miguel Sogayar, a recomendação administrativa encaminhada para a presidência e para o Departamento de Engenharia e Arquitetura do TJ-PR pede o início da reforma em, no máximo, 90 dias.
Segundo Sogayar, o laudo dos bombeiros destacam 17 pontos críticos que colocam os usuários em risco, como a falta de plano de prevenção de pânico e incêndio, hidrômetros, luzes de emergência e rampas. As rachaduras no prédio avançam constantemente. Na vistoria, os bombeiros encontraram até pastas de plástico improvisadas como calhas para escoar a água da chuva. "Além de juizes, promotores e serventuários, há grande risco para a população em geral. Esperamos que o problemas sejam sanados com urgência", declarou Sogayar.
Antes de encaminhar o ofício ao TJ-PR, o promotor havia enviado a documentação para a direção do Fórum, porém foi informado que a unidade não dispunha de aptidão técnica nem recursos para conduzir a reforma. A Secretaria Municipal de Fazenda também cobra providências da Justiça. Já a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) reivindica, por meio de abaixo-assinado, a reforma completa do fórum. Um projeto que custaria R$ 50 milhões foi apresentado ao órgão. A reportagem procurou o TJ-PR, mas não obteve resposta até o fechamento desta edição.

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