Curitiba- A Promotoria do Tribunal do Júri de Curitiba está analisando se ingressará com recurso na tentativa de anular o julgamento concluído na última segunda-feira, que inocentou os réus Airton Bardelli dos Santos e Francisco Sérgio Cristofolini. Os dois foram acusados pelo Ministério Público (MP) estadual de participarem do suposto ritual de magia negra, em abril de 1992, em Guaratuba, onde o menino Evandro Ramos Caetano teria sido morto. O prazo para recorrer expira na próxima segunda-feira, dia 27.
Os promotores não acreditam que esse resultado possa repercutir no júri de Celina e Beatriz Abagge, que deve acontecer ainda este ano. No primeiro julgamento, em 1998, as duas, que são acusadas de encomendarem o crime, foram absolvidas. O Tribunal de Justiça (TJ) anulou o julgamento. A defesa das rés entrou com recurso que tramita no Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Para o advogado de Cristofolini, Haroldo César Náter, a absolvição de seu cliente e de Bardelli representa um ''marco nas decisões do Tribunal do Júri'', já que, segundo ele, os jurados, em Curitiba, têm um perfil ''severo'' e, ''na dúvida, condenam, em vez de absolver''.

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