Santa Maria - O Ministério Público Estadual abriu inquérito para apurar se houve improbidade administrativa de funcionários da Prefeitura de Santa Maria e do Corpo de Bombeiros na tragédia na cidade do interior gaúcho. Para o promotor Cesar Augusto Carlan, "há evidências claras" de que houve falha na fiscalização da boate Kiss, cujas licenças de funcionamento e prevenção contra incêndios estavam vencidas.
A casa noturna estava sem alvará de funcionamento da prefeitura desde 31 de março. A fiscalização do município fez vistoria no estabelecimento em abril, mas os dois funcionários escalados para o trabalho não informaram ao governo sobre modificações que haviam sido feitas na planta original da boate, aprovada dois anos antes - os donos construíram um anexo de 234 metros quadrados sem informar o governo. Os dois agentes devem prestar depoimento à polícia até sexta-feira.
Na primeira coletiva concedida após o incêndio, o prefeito César Schirmer (PMDB) e seus secretários não souberam informar por que a boate nunca foi fiscalizada em quase três anos de funcionamento.
A Secretaria Estadual de Saúde confirmou ontem a morte encefálica de uma vítima que estava internada em Porto Alegre. Já são 235 mortos na tragédia da madrugada do último domingo.

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