Dose duplaG.B., de costas, mostra radiografias que provam que teve seu tímpano perfurado pela agressão de PMsRIO - A promotora da Auditoria Militar do Tribunal de Justiça do Rio, Giselda Leite Teixeira, garantiu que vai denunciar por lesões corporais, extorsão e abuso de autoridade todos os policiais que promoveram espancamento e humilhações contra um grupo de moradores da Cidade de Deus, conforme cenas exibidas pelo Jornal Nacional da TV Globo, anteontem. Embora ainda não tenha nenhuma acusação formal, ela decidiu tomar a medida com base nas imagens, nas quais os militares do 18º Batalhão agridem violentamente homens e mulheres.
Uma das vítimas da violência, G.B., de 19 anos, afirmou ontem que outros três policiais - duas mulheres e um homem - também participaram das agressões a moradores da Cidade de Deus, na zona oeste do Rio, no dia 23 de março. ‘‘Eles eram nove e não apenas os seis que aparecem no vídeo’’, disse. G.B. foi um dos mais atingidos e teve o tímpano esquerdo rompido. As duas policiais não participaram das torturas e, segundo ele, apenas sorriam enquanto seus colegas batiam.
O rapaz terá que ser submetido com urgência a uma cirurgia.
Os militares envolvidos no espancamento da Cidade de Deus são o major Álvaro Rodrigues Garcia que ingressou na PM em 82. No ano passado, o major recebeu premiação pelos trabalhos prestados; o terceiro-sargento João Carlos Barbosa que ingressou na PM em 83; os cabos Geraldo Antônio Pereira e Sérgio Ricardo Paiva, além dos soldados Aldair Ferreira Menezes e Marco Aurélio Almeida ingressaram na PM entre 85 e 89. De acordo com o comandante-geral da PM, coronel Dorasil Corval, nenhum deles teve o nome envolvido em outro processo na carreira policial.

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