Curitiba - A promotora Rosana Cordovil, do Ministério Público (MP) do Pará, pediu a anulação do julgamento que inocentou a gaúcha Valentina de Andrade, 72 anos, de ser a mentora intelectual da morte e castração de dois meninos e lesões corporais em outros três em Altamira, no sudoeste do Pará. De acordo com a promotora, existem provas suficientes nos autos para a condenção de Valentina.
Rosana ainda acusou os jurados de terem sido corrompidos pelos advogados da gaúcha, que mora há 15 anos em Londrina. Ela pediu a suspeição de todos os eles.
O advogado paranaense Cláudio Dalledone Júnior, que participou da defesa de Valentina, não acredita na anulação da absolvição. Valentina foi considerada inocente por seis votos contra um. ''Para mim, isso representa o choro dos derrotados. Sob hipótese alguma houve qualquer tipo de contato entre os advogados de defesa de Valentina e qualquer dos jurados, que estavam isolados, privados inclusive do convívio com a família'', argumentou ele.

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