Promotora é contra reabrir lojas do Mappin
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domingo, 08 de agosto de 1999
Por Thélio de Magalhães 
São Paulo, 9 (AE) - A promotora de falências Deborah Pierri opinou hoje contra a proposta de reabertura das Lojas Mappin no Itaim e Praça Ramos de Azevedo, em São Paulo, arrendadas pelo Extra, do Grupo Pão de Açucar. A decisão em torno da questão ocorrerá quarta-feira (11) à tarde, em audiência especial de conciliação convocada pelo juiz da 18ªVara Cível, Luiz Beethoven Giffone Ferreira. Estão convidados a participar representantes do Mappin, sindicalistas e Abilio Diniz, dono do Grupo Pão de Açúcar.
Anteriormente o síndico da falência do Mappin, Alexandre Alberto Carmona, se manifestara pelo acolhimento da proposta, com a condição de o Extra recontratar 832 ex-funcionários do Mappin. Para a promotora Pierri, porém, "a falta de transparência na negociação e sua aceitação pelo juízo, impressionado com os reclamos sociais, que são mais do que verdadeiros e legítimos, trará prejuízo ao processo com risco à massa de credores, inclusive trabalhistas, justamente os que suponham se pretende preservar."
A promotora pediu que sejam ouvidos na Justiça Ricardo Mansur e 11 outros diretores do Mappin. Eles deverão explicar os motivos da falência, visto que "a quebra de nenhuma empresa tão tradicional, como é o caso da falida, acontece de um dia para outro".


