Promotora diz que lei já vai nascer morta
A promotora da Vara da Infância e da Juventude de Londrina, Édina de Paula, segue o mesmo raciocínio. Ela lembra que o ECA trouxe a sensação de que os pais não poderiam mais bater nos filhos, mas não se procurou educá-los para isso. ''Então os pais passaram de agressores a omissos, deixando de exercer a autoridade sobre os filhos. Acho que algumas crianças precisam de uma palmada de vez em quando como corretivo, mas não é o bater por bater. Antes, é preciso conversar, mostrar o que a criança está fazendo de errado, sem perder a autoridade de pai e mãe'', observa a promotora.
Édina também suspeita do efeito prático da lei, caso entre em vigor. ''No Brasil, há leis que pegam e outras a maioria de cunho social que não pegam. Esta será uma lei que já vai nascer morta'', prevê.(S.L.)





