Contagem - O julgamento do goleiro Bruno Fernandes chegou ao fim nesta quinta-feira, com o réu admitindo que "sabia e imaginava" que a ex-amante, Eliza Samudio, seria morta e a Promotoria pedindo aos jurados que o condenassem por todos os crimes. Já para a ex-mulher, Dayanne Rodrigues do Carmo, foi pedida a absolvição. O promotor ainda tentou ligar o ex-atleta do Flamengo ao tráfico. A sentença deveria ser divulgada até o início da madrugada de hoje.
Ontem, o dia começou com um pedido de reinterrogatório feito pela defesa dos dois réus. Dayanne apenas confirmou que recebeu telefonemas do então policial civil José Lauriano de Assis Filho, o Zezé, orientando sobre para quem deveria entregar o filho de Eliza e Bruno quando tiveram início as investigações. Segundo Dayanne, Zezé agia por ordem de Luiz Henrique Ferreira Romão, o Macarrão, braço direito de Bruno, condenado em novembro pelo assassinato e sequestro da vítima.
Dayanne contou também que tinha e tem medo do hoje ex-policial. "Pelo que Bruno falou, minhas filhas correm risco. Tinha medo e estou com medo agora, tanto dele (Zezé) quanto do Macarrão e da situação", declarou. Bruno, por sua vez, afirmou que "sabia e imaginava" que Eliza seria morta quando deixou seu sítio em Esmeraldas, na companhia de Macarrão e de Jorge Rosa. Em depoimento na quarta-feira, o goleiro já havia assumido que a ex-amante foi assassinada e admitiu que "aceitou" e "se beneficiou" do crime, mas ressaltou que só soube do homicídio, que atribuiu a Macarrão e ao ex-policial Civil Marcos Aparecido dos Santos, o Bola, após ter ocorrido.
Nesta quinta, em nova declaração, alegou que sabia que Eliza ia morrer "pelas constantes agressões" de Macarrão contra a moça e "pelo fato de ter entregado dinheiro para ela", que cobrava ajuda para cuidar do bebê.
Os debates tiveram início apenas no fim da manhã, quando o promotor Henry Vasconcelos mostrou ser favorável à absolvição de Dayanne, mas pediu a condenação do goleiro por todos os crimes.
No meio da tarde, a defesa começou a defender sua tese, a de que Bruno teve participação de menor importância no crime.

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