Promotor quer perpétua e pais recusam laudo
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quinta-feira, 15 de outubro de 1998
Agência Folha e Agência Estado 
O promotor de Justiça Edilson Mougenot Bonfim disse que vai mandar de volta ao Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) dois dos inquéritos do caso do maníaco do parque. Segundo Bonfim, as investigações sobre as mortes da estudante Elizângela Francisco da Silva, 21 anos, e de uma mulher ainda não identificada, são inconclusivas e devem ser aprofundadas. O promotor prometeu ainda encabeçar um abaixo-assinado nacional solicitando que o governo federal discuta a possibilidade de implantação de prisão perpétua para casos como o do maníaco do parque.
Os pais do motoboy colocam sob suspeita o resultado do laudo médico que aponta que o filho como semi-imputável. Meu filho é doente e quem o viu hoje prestando depoimento ao juiz, percebeu que ele não é normal, disse Nelson Pereira, pai do motoboy.
Ao responder ao juiz, por alguns momentos, meu filho parecia estar viajando, dando respostas desconexas e sem raciocínio, acrescentou. Para Pereira, o mais grave do laudo é que além de considerar o motoboy semi-imputável, diz que não há necessidade de custódia. Ou seja, meu filho não pode receber tratamento psiquiátrico e pode ir parar na cadeia junto com criminosos comuns, correndo risco de vida.A mãe, Maria Helena de Souza Pereira, também fez críticas ao laudo. Eu e meu marido não fomos ouvidos pela nova equipe de psiquiatras, disse. Ficou valendo o depoimento que demos à equipe que foi destituída pelo juiz, acrescentou. E perguntou: Se todo o primeiro trabalho foi desqualificado, porque não fizeram o mesmo com as nossas declarações?


