São Paulo, 31 (AE) - O promotor Marcelo Milani, da Vara do Júri do Fórum de Vila Mariana, pediu hoje a prisão preventiva de cinco policiais militares acusados de assassinar um pedreiro e um deficiente mental durante blitz na Favela do Jardim Elba, em São Paulo. Milani também ofereceu denúncia contra eles por homicídio triplicamente qualificado. Apesar das acusações, a Polícia Militar mantém os PMs em liberdade.
Os soldados Adilson Henrique Alves, Adriano Brugneroto Malaquias, Luciano Virgílio Pinto Nunes, Cleber Ricardo Teixeira e o sargento João Moreira da Silva são acusados de invadir a favela à procura de pontos-de-venda de droga. De acordo com o promotor, eles pegararam José Nunes da Silva, de 22 anos. Exigiam que o rapaz denunciasse os traficantes. "Silva era deficiente mental, não articulava bem as palavras e, por isso não soube se explicar", contou Milani.
Os policiais levaram o rapaz, apesar dos apelos de sua mãe. "Mandaram que ele corresse e o mataram com um tiro nas costas." Nesse momento, chegava a favela o pedreiro Ednaldo Gomes do Nascimento, de 29 anos. Ele também foi arrastado e executado pelos policiais.

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