Promotor pede novas investigações sobre assassino de estudante
Ribeirão Preto, SP, 20 (AE) - O promotor de Justiça da Vara da Infância e da Juventude de Ribeirão Preto, Luiz Henrique Pacini Costa, ouviu hoje à tarde o menor N.A.S., de 13 anos, suspeito de ter assassinado, com um tiro, o estudante Jair Gallasso Filho, o Branco, de 17 anos. Não convencido da confissão do garoto, ele vai pedir novas investigações para a polícia. "Pode ter mais pessoas envolvidas no crime e não senti firmeza nessa confissão; ele pode estar encobrindo alguém", afirmou Costa.
N.A.S. foi detido pela ronda escolar da Polícia Militar quando tentava fugir, pedando uma bicicleta, poucos minutos após os disparos feitos do lado de fora do muro da escola, através de blocos de concreto vazados. Ele confessou ter atirado contra Branco por vingança, alegando que a vítima teria disparado tiros em sua direção e por participar de uma turma rival à sua. Mas a arma do crime, uma semi-automática 380, não foi encontrada. Outro menor, W.R.M.S., de 15 anos, que estava junto com N.A.S. foi preso pouco depois e também foi ouvido pela promotoria. Os dois vão continuar contidos na Febem de Ribeirão Preto.
Para o promotor Costa, N.A.S. pode até estar encobrindo um maior, que seria o responsável pelo crime. Segundo as informações que obteve do menor, "ele não tem índole má", apesar de ter passagens pela polícia por pequeno tráfico de drogas. Outro promotor, da Vara do Júri e de Execuções Criminais
Djalma Marinho Cunha Filho, também está acompanhando o caso. O delegado do 3º DP, Marcos César Borges, deverá comandar as novas investigações solicitadas pelo Ministério Público.
Branco foi morto na manhã de segunda-feira (19), no pátio da Escola Estadual Professor Rafael Leme Franco, quando se preparava para a aula de educação física. Ele, filho de um PM aposentado, foi chamado por garotos do lado de fora e atingido no peito por um dos sete tiros disparados em direção ao pátio. A adolescente Josana Carla da Silva, de 14 anos, foi atingida num dos pés e está em fase de recuperação.
Branco foi enterrado hoje cedo. A direção da escola suspendeu as aulas, que recomeçam na quinta-feira. O clima estava tenso no local na tarde de ontem. Os portões foram trancados logo após a saída da polícia. Uma funcionária idosa não conteve o pranto ao ver que um garoto estava rodeando a escola e que, segundo um dos alunos, este seria o autor do crime.





