Promotor nega discriminação
Procurado pela reportagem, o promotor Vani Bueno afirmou que nunca tomou qualquer atitude discriminatória com qualquer funcionário da PIC. Comentou que o vigia tinha o costume de escrever ''besteiras'' no livro de registro de entrada e saída dos funcionários. ''Tínhamos que manter as coisas sob sigilo. Pedimos que ele fosse encaminhado para o recursos humanos porque não era confiável a permanência dele no local. Esse é um procedimento normal adminstrativo. Só trabalhamos com pessoas que são de nossa confiança no dia a dia'', afirmou Bueno.
A assessoria de imprensa do Ministério Público enviou nota oficial afirmando que Félix foi contratado pelo regime de CLT para trabalhar como vigia em 15 de maio de 1997. E que, em agosto de 1997, foi demitido por justa causa ''por apresentar conduta inadequada ante as peculiaridades dos serviços da PIC''. Como o funcionário alegou não ter tido direito de ampla defesa, o MP acolheu decidiu reintegrá-lo ao cargo. Foi instaurado procedimento administrativo para esclarecer o caso e facultar ao vigia o exercício da ampla defesa.
Conforme a nota, o contrato de trabalho de Félix foi prorrogado até abril de 1999, quando foi ele demitido, assim como demais funcionários celetistas, devido ao concurso público aberto para a contratação de servidores efetivos.
O Ministério Público nega ter discriminado o funcionário ''por questões de credo ou opção sexual''. O desligamento dele, conforme a nota, foi exclusivamente por questões administrativas.





