Promotor duvida
que foragido
irá para prisão
A eficiência da polícia paranaense no cumprimento do mandado de prisão do delegado João Ricardo Képes Noronha, ex-delegado geral da Polícia Civil e foragido desde o dia 2 de março, foi colocada em xeque pelo Ministério Público. ‘‘Você acha que vão prender o chefe deles?’’, duvidou o promotor Vani Bueno, da Promotoria de Investigações Criminais (PIC), depois de ler entrevista de Noronha publicada pela Folha de S. Paulo. Ele desconsidera a possibilidade de que grupos dentro das polícias Civil ou Militar estejam planejando o assassinato de Noronha. ‘‘Apesar de sabermos que a grande maioria dos policiais civis está interessada em que o Noronha continue solto, estamos empenhados em prendê-lo. A morte dele estragaria nossas investigações’’, afirmou.
Na entrevista à Folha de S. Paulo, Noronha disse que o pedido de prisão contra ele foi feito com base em depoimentos de traficantes e do major Waldir Copetti Neves, da PM. ‘‘Temos provas testemunhais. O grande problema é o relacionamento íntimo que Noronha tinha com os traficantes e que precisa ser esclarecido’’, contrapõe o promotor.
A alegação de Noronha para não se entregar, de que a P2 tem planos de matá-lo, foi rechaçada pelo coronel Darci Dalmas, comandante do Policiamento da Capital. ‘‘Isto é um absurdo. Não temos a orientação de matar ninguém’’, afirmou ele. O major José Paulo Betes, chefe da Comunicação Social da Polícia Militar, disse que a corporação não tem a missão de julgar. Ele duvidou que Noronha tenha fontes de dentro da própria Polícia Militar – como sugere na entrevista – que esteja passando este tipo de informação. ‘‘Este é o único álibi que ele tem para não se entregar’’, considerou. (L.P.)

mockup