Promotor do caso PC vai acarear peritos
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terça-feira, 25 de maio de 1999
Por Ricardo Rodrigues 
Maceió, 25 (AE) - O promotor Luiz Vasconcelos, responsável pela reabertura das investigações sobre as mortes de Paulo César Farias e de sua namorada Suzana Marcolino, disse hoje que vai sabatinar as duas equipes de peritos que assinaram os laudos conflitantes do caso. Serão colocados frente a frente as equipes dos médicos legistas Fortunato Badan Palhares, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e Daniel Romero Munhoz, da Universidade de São Paulo (USP). No laudo de Palhares, que defende a tese de crime passional, Suzana teria 1,67m de altura. No laudo de Munhoz, que aventa a possibilidade de duplo homicídio, a namorada de PC media 1,57m.
Para o promotor, o novo laudo divulgado segunda-feira pelo Departamento de Medicina Legal da Unicamp, concluindo que Suzana não poderia medir mais do que 1,57m, encerra o assunto, mas não esvazia a sabatina. "O objetivo da sabatina é eliminar outros pontos conflitantes e chegar a um acordo a respeito do caso, para que a verdade floresça", afirmou Vasconcelo. Segundo ele, os peritos serão sabatinados em Maceió, no mês de junho, mas ainda não existe data marcada. "Tudo vai depender dos depoimentos que ainda precisamos colher, porque vamos deixar para fazer essa sabatina com os peritos por último" adiantou.
Vasconcelos não quis comentar a possibilidade do indiciamento dos seguranças de PC, como co-autores do crime, caso a tese de duplo homicídio seja comprovada. "Se eu fizesse isso estaria incorrendo no mesmo ero que a polícia alagoana incorreu na primeira fase do inquérito, quando no início das investigações defendeu a tese de crime passional", afirmou o promotor.
Como dono da ação ele vem acompanhando de perto o trabalho dos delegados Antonio Carlos e Alcides Andrad de Alencar, para ter maior visibilidade quando tiver que decidir pelo indiciamento ou não dos seguranças de PC que estavam na casa do dia do crime.
Para os delegados, a tese de homicídio seguido de suicídio está descartada. Eles trabalham agora apra tentar descobrir quem teria dado o tiro em Suzana, usando a mesma arma que matou PC. Lessa e Alencar desconfiam dos seguranças de PC. Por isso, deixaram para ouvi-los por último. Antes disso, eles querem realizar uma acareação entre o cabo PM Reinaldo Correia Lima (chefe dos seguranças de PC) e o padrasto de Suzana, Eraldo Rodrigues Liboa. Reinaldo teria dito a Eraldo que, quando arrombou a janela do quarto, Suzana estava viva. A revelação foi feita na porta do IML de Maceió, quando Eraldo aguardava a liberação do corpo de Suzana.


