Promotor diz que o acusado é um criminoso comum
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quinta-feira, 13 de agosto de 1998
Agência Estado 
O promotor Edilson Mougenot Bonfim disse ontem, em Sçao Paulo, que pode contestar os laudos psiquiátricos sobre Francisco de Assis Pereira, caso eles indiquem insanidade mental. Se não estiverem fundamentados, impugnaremos, afirmou. Ele sustenta que o assassino é um criminoso comum e, portanto, deve ser julgado como tal.
O Ministério Público deve encaminhar em duas semanas o primeiro parecer sobre o inquérito que incrimina Pereira pelas mortes de Selma Ferreira Queiroz, Raquel Mota Rodrigues, Patrícia Gonçalves Marinho, Elisângela Francisco da Silva e, agora, Rosa Alves Neta. Os assassinatos de Isadora Fraenkel e Michele dos Santos Martins devem entrar no mesmo processo. Como as provas de cada caso ajudam nos outros, deve haver unidade, informou. Bonfim diz que, com a identificação de outras vítimas de Pereira, serão feitas outras denúncias contra o maníaco. A expectativa é de mais quatro ou cinco inquéritos por homicídio e crimes conexos, afirma.
Segundo o promotor, somente uma estratégia da defesa pode atrasar o julgamento. No que depender do Ministério Público, ele será feito ainda este ano, diz. O advogado convidou a imprensa a assumir um compromisso conjunto em relação à punição de Pereira, que define como um caso emblemático. A sociedade brasileira não suporta mais os índices de criminalidade e está é a hora de dar a resposta, considera.
Bonfim diz que, mesmo que o acusado seja considerado um psicopata, deve ir para um presídio de segurança máxima, e não um manicômio. Psicopatas têm um problema de afetividade, mas não são loucos, defende.


