Brasília, 07 (AE) - O procurador-chefe da Procuradoria Regional da República no Distrito Federal, Luiz Augusto Santos Lima, denunciou hoje o ex-prefeito de São Paulo, Paulo Maluf, o ex-presidente do Banco do Brasil, Lafaiete Coutinho, e o pastor Caio Fábio DAraújo Filho pela divulgação de um dossiê sobre a suposta existência no Caribe da empresa CH, J & T, que seria uma sociedade entre o presidente Fernando Henrique Cardoso, o governador de São Paulo, Mario Covas; o ministro da Saúde, José Serra; o ex-ministro das Comunicações, Sérgio Motta; e uma pessoa identificada como Ray Terrence.
Essa empresa manteria uma conta bancária nas Ilhas Cayman com um saldo de US$ 368 milhões. O procurador sustenta que os três denunciados cometeram crimes contra a honra.
Lima baseou-se em depoimentos e notícias vinculadas na imprensa para apresentar a denúncia. Para justificar o pedido contra Maluf, o procurador citou a informação de que as filhas e a nora do político teriam procurado a então candidata do PT ao governo de São Paulo, a ex-deputada federal Marta Suplicy, para falarem a respeito de boatos sobre papéis apontando a suposta existência da empresa.
Para denunciar Lafaiete Coutinho, Lima citou supostos contatos entre o ex-presidente do BB e o deputado federal Luiz Gushiken e o então candidato à Presidência da República pelo PT Luiz Inácio Lula da Silva.
Sobre Caio Fábio, o procurador afirma que as investigações policiais constataram que a partir de agosto de 1998 o pastor "iniciou a propalar que tinha conhecimento da existência de provas, consubstanciadas em documentos", de que Fernando Henrique tinha uma sociedade no exterior.
O procurador reconhece que "não foram ainda identificados os autores materiais dos documentos". Lima sustenta em sua denúncia que os papéis foram "escritos com a utilização de códigos, característicos dos crimes contra a honra praticados por pessoas dotadas de preparo intelectual, que propalam aleivosias com disfarces".

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