Promotor contesta regime semi-aberto para assassino de Chico Mendes
Brasília, 24 (AE) - O promotor de Justiça Dorival Barboza Junior questionou hoje a concessão de regime semi-aberto de prisão para o fazendeiro Darly Alves da Silva, assassino do seringueiro Chico Mendes. O promotor entrou com um agravo em execução contra a decisão do juiz da Vara de Execuções Criminais do Distrito Federal, Everardo Alves Ribeiro. Agora, os advogados de defesa de Darly têm dez dias para apresentar argumentos para que o juiz possa manter a sua decisão de liberar o preso para trabalhar durante o dia e retornar à noite ao presídio. O promotor defende que Darly não poderia receber o benefício por ter fugido da prisão e permanecido três anos foragido antes de ser novamente capturado. Já o juiz diz que o tempo em que esteve na cadeia já superou o sexto de pena que deveria cumprir para ter direito à progressão da pena. Darly foi condenado a 19 anos de reclusão pelo assassinato de Chico Mendes, e já cumpriu 6 anos, 11 meses e 20 dias.





