São Paulo, 05 (AE) - O promotor de Justiça Igor Ferreira da Silva afirmou, hoje, ao ser interrogado no Tribunal de Justiça de São Paulo, que a arma encontrada no sítio de seu irmão, o advogado Éger Ferreira da Silva, era sua há muitos anos e que ele a havia confiado à guarda do irmão. O advogado confirmou a informação e disse que, por não gostar de armas, a desmontou e guardou numa caixa, onde ela foi apreendida pela polícia. O promotor e o advogado foram ouvidos hoje pelo desembargador Franciulli Neto no processo em que são acusados de porte ilegal de arma.
O promotor responde a outro processo, de homicídio. Ele é acusado de matar a tiros, em julho, a esposa, Patrícia Aggio Longo, em Atibaia, interior do Estado. Durante as investigações do homicídio, em uma diligência em um sítio de propriedade de Eger Silva, a polícia apreendeu uma pistola 9 mm. O advogado afirmou que foi traído pelo delegado Wagner Giudice, que presidia as investigações, porque havia um acordo entre eles de que a arma seria entregue espontaneamente. Suborno - O desembargador Franciuli aproveitou para interrogar Eger Silva sobre a acusação de haver subornado um preso de Guarulhos, na Grande São Paulo, Genivaldo Ramos, para assumir a autoria do assassinato. O advogado disse que chegou ao preso através de investigações particulares, acreditando que ele de fato fosse autor do crime. Nunca, porém, o subornou. Limitou-se dar R$ 120 a Ana Lúcia, esposa do preso, porque ela estava grávida e passando necessidade.

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