O ministro do interior argentino, Carlos Corach, admitiu ontem a possibilidade de que um dos promotores que investiga o atentado contra a entidade judaica argentina Amia viaje ao Brasil para interrogar a testemunha Wilson dos Santos.
A polícia brasileira deteve anteontem Wilson, considerado testemunha-chave para o esclarecimento do atentado que a 18 de julho de 1994 destruiu o prédio da Associação Mútua Israelita-argentina (Amia) e matou 86 pessoas e feriu 300.
A detenção do brasileiro tinha sido reclamada pelo juiz federal argentino Juan Galeano.
Wilson tinha alertado a embaixada argentina na Itália sobre a possibilidade de um atentado em Buenos Aires dias antes da explosão na Amia. A informação foi conseguida, supostamente, por seu relacionamento com uma mulher iraniana.
Corach viajará quarta-feira a Brasília com o titular da justiça, Raúl Granillo Ocampo, para participar da 6ª Conferência de Ministros do Interior e de Justiça do Mercosul.
O ministro vai aproveitar então para dialogar com seu colega brasileiro, Renan Calheiros, sobre a localização de Wilson e sua retenção ‘‘para que preste depoimento à justiça argentina’’.
O juiz Galeano disse que ‘‘exige o depoimento de Wilson Dos Santos e o fez em várias exortações ao governo do Brasil e há uma causa penal por falso testemunho ao juiz (Claudio) Bonadío’’.

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