Santos, SP, 05 (AE) - O promotor Clever Vasconcelos abriu hoje à tarde investigação para apurar se houve omissão da prefeitura de Santos na fiscalização das obras dos imóveis no Morro de Santa Terezinha, onde houve um deslizamento de terra sábado que atingiu três imóveis situados no sopé do morro. "Caso seja constatada tal omissão, serão tomadas as medidas judiciais cabíveis", disse Vasconcelos. Está mantido o alerta nos morros de Santos, São Vicente e Guarujá, apesar de não ter chovido hoje, por causa das previsões de novas chuvas.
Os moradores das ruas que ficam no sopé do morro de Santa Terezinha e que tiveram os imóveis interditados foram pedir apoio ao Ministério Público e o promotor os aconselhou a contratar um advogado e pedir eventual indenização. Mas alertou que se o deslizamento foi motivado por evento da natureza não caberá qualquer tipo de indenização.
Hoje técnicos do IPT deveriam se reunir, na parte da tarde, com o coordenador técnico do Plano Preventivo de Defesa Civil do município, Luiz Marcos Azevedo Marques Albino. Mas até as 17h40 o encontro não havia começado.
São Vicente - Pela manhã o pessoal do IPT esteve em São Vicente e chegou a sobrevoar os morros santistas. Eles constataram que o deslizamento no morro do Itararé foi um acidente pontual, um desplacamento de parte da rocha que provocou a queda da cobertura vegetal da encosta. O muro do imóvel localizado na rua Constituição, 39, desabou e ele continua interditado. Amanhã os técnicos vão fazer uma análise mais detalhada do problema, sugerindo as obras necessárias para a correção dos problemas.
Chuvas - O acumulado de chuva nas últimas 72 horas foi de 43.2 milímetros em Santos, 46 milímetros em São Vicente e 65. 4 mm , no Guarujá. Enquanto o solo estiver encharcado não poderá haver intervenção nos morros, explicou Luiz Marcos Albino, da Defesa Civil de Santos.