Maceió, 25 (AE) - O promotor de Justiça Luiz Vasconcelos disse hoje que vai convocar o legista Fortunato Badan Palhares para prestar depoimento sobre possíveis falhas no laudo oficial a respeito das mortes do empresário Paulo César Farias e de sua namorada Suzana Marcolino. Para o promotor, as explicações de Palhares são fundamentais para esclarecer dúvidas quanto a verdadeira altura de Suzana.
Vasconcelos vai requisitar fotos, fornecidas pela família ao jornal "Folha de S.Paulo", que poderão derrubar a versão de crime passional, baseada no laudo de Palhares. Nas fotos é possível constatar que Suzana não era mais alta que PC (1,63 m). A altura dela, que segundo o laudo oficial teria 1,67 m, foi fundamental para justificar o suicídio, de acordo com a trajetória da bala.
"Preciso saber até que ponto a altura de Suzana modifica toda a dinâmica do tiro", disse Vasconcelos, acrescentando que o depoimento poderá ajudar a tirar essa dúvida. "Como em seu laudo Badan Palhares é muito incisivo quando diz que Suzana era mais alta que PC 4 centímetros, a questão da altura dela passa a ser decisiva para a elucidação do caso", observou o promotor.
A altura de Suzana já havia sido questionada pelo legista Daniel Romero Munhoz, da Universidade de São Paulo. Em seu laudo complementar, Munhoz diz que a namorada de PC deveria ter entre 1,54 m a 1,58 m de altura, de acordo com a medição óssea. Segundo o promotor, a irmã de Suzana, Ana Luíza Noaro, também discorda da altura apresentada no laudo oficial. "De acordo com ela, Suzana tinha 1,58 m", afirmou. Para Vasconcelos, essa diferença pode provocar uma mudança na trajetória da bala.

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