Promiscuidade no Carnaval pode ser mito, mostra estudo
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quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
Agência Brasil 
São Paulo- As festas de Carnaval não influenciam na incidência de doenças sexualmente transmissíveis (DST). A ocorrência das DST antes e depois do Carnaval se mantém praticamente inalterada.
A conclusão é de pesquisa da Universidade Federal Fluminense (UFF), divulgada ontem. Segundo o estudo, a idéia da promiscuidade e do ''forte apelo sexual'' no período do Carnaval pode ser um mito.
''Os dados indicam que a relação entre a maior sexualidade e Carnaval pode ser um grande mito, pois não há mais abortos, partos e DST na população'', diz o texto.
Mesmo sem pesquisar um possível aumento do número de relações sexuais, a autora do estudo, a médica Wilma Arze, constatou que o pico de manifestação das três DST estudadas, comprovadas por meio de atendimento médico, não coincidiam com o período próximo ao Carnaval.
Segundo a pesquisa, nos cerca de 2,5 mil pacientes que procuraram pela primeira vez o serviço médico da UFF entre 1993 e 2005 com gonorréia, sífilis ou tricomoníase, as doenças apareceram entre os meses de junho e julho, e não entre março e abril, período seguinte ao Carnaval. A pesquisa descontou o tempo de incubação das doenças.


