Para tentar amenizar a situação caótica nos bairros da periferia diversos projetos sociais, esportivos, educacionais e culturais, que trabalham com crianças, são criados por diversos setores da sociedade. No Jardim Santa Fé e Monte Cristo, o projeto católico Igreja Irmãs vem tentando dar uma ajuda ao futuro de meninos e meninas dos dois bairros.
De acordo com a irmã Tânia, que coordena os trabalhos, aproximadamente 600 crianças participam das atividades esportivas, educacionais e culturais, com diversas opções para cada um dos setores. ''É um trabalho religioso e social. Oferecendo alternativas culturais e educacionais é possível educar as crianças e fazer a devida prevenção. Depois que elas vão morar nas ruas e partem para o mundo das drogas é difícil reverter a situação. Eu moro aqui no bairro (Santa Fé) há nove anos e já vi muita criança e adolescente ser morto por causa disso'', afirmou a irmã.
O trabalho delas é muito bem visto na comunidade. ''Se não fosse as irmãs estava pior. O desemprego dos pais e o monte de gente que vem de outras cidades para morar aqui são alguns culpados pela situação. Têm meninas de 10, 12 anos aqui que se prostituem ou fazem avião (levam a droga para o comprador) para os traficantes'', acusa o presidente da Associação dos Moradores do bairro, armando Paulo Porto Alegre, 64 anos.
A secretária de Assistência Social de Londrina, Maria Luiza Risotti, acredita que não é a situação de miséria que leva as crianças à prostituição e ao crime. ''Associar pobreza à violência não é o correto. A população da periferia é muito mais vítima do que algoz'', comenta.

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