Londrina – A gerente de Trânsito do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Londrina (Ippul), Cristiane Biazzono Dutra, explica que várias ações já realizadas no município contemplam itens de engenharia de tráfego que estarão no Plano de Mobilidade Urbana. "Atuamos em cinco frentes de trabalho: calçadas, sistema cicloviário, macroestruturação, transporte coletivo e transporte individual."
Os projetos iniciados pelo município, contudo, estão longe do ideal. Dos 65 quilômetros de ciclovia previstos para a cidade, existem apenas 17 quilômetros construídos, parte deles em regiões de lazer. E a implantação das duas BRTs (Bus Rapid Transit) - corredores exclusivos de ônibus – previstas serão em vias já existentes e não novas. O recurso federal para este último ainda será repassado por meio do Programa de Aceleração e Crescimento (PAC).
No entanto, segundo a gerente, tudo caminha dentro do previsto e há tempo hábil para a elaboração do Plano de Mobilidade. "Como não vai haver necessidade de desapropriação para os corredores, elimina-se etapas de implantação da estrutura. Enquanto isso, as canaletas apresentam ganho no tempo de viagem. Já a adequação das calçadas está em andamento desde 2004, por meio do ‘Calçada para todos’, com destaque ao quadrilátero central", resumiu.
Com relação às ciclovias, Cristiane argumenta que o instituto vem trabalhando na construção de trechos interconectados. "Também estamos constantemente buscando recursos para a execução de mais trechos, ao mesmo tempo em que concluímos pesquisas que retratem as reais necessidades do município e atraia os usuários para outras modalidades de transportes." (M.T.)

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