"Geração Livre de drogas, criminalidade e prostituição." Esse é o sonho de três idealizadores da primeira edição do projeto "Geração Livre", que reuniu centenas de pessoas ontem na Praça da Juventude, na zona sul de Londrina. Durante toda a tarde, jovens, crianças e adultos se divertiram com apresentações de manobras de skate, bicicleta e roller, além de dança e teatro. Na "discotecagem", um som diferente ecoava – o rap falava de vida limpa das drogas, de renunciar à criminalidade e dedicar-se a uma vida espiritual.
Junior Moura, um dos coordenadores do grupo, explicou que a intenção é mostrar para a juventude da periferia que é possível praticar esportes radicais sem se envolver com ilicitudes. "Incentivamos que eles pratiquem o skate, o patins, sem se envolver com drogas, bebidas, prostituição ou crimes", afirmou.
Segundo Flávio Eduardo Pinto Coelho, outro coordenador do grupo, durante toda a tarde aproximadamente 500 pessoas passaram pela praça. "Nós divulgamos em redes sociais, fizemos panfletagem, mas queremos apoio de todos que puderem ajudar, de alguma forma."
Caso consigam nova liberação da prefeitura, o grupo pretende realizar outra edição do evento em dezembro, na região norte. "Queremos criar uma ONG para treinar a garotada para andar de skate, patins, então precisamos de voluntários, apoio do poder público e empresas que queiram ajudar", conclamou o também coordenador Norio Shiotani.
O evento agradou quem estava na praça. O promotor de merchandising Kiko Ribeiro, 26 anos, aproveitou para conhecer pessoas que praticam outros esportes. Andando de roller, ele afirmou que há muita "panelinha" nos esportes. "Aqui todo mundo ficou integrado, foi uma maneira de conhecer pessoas novas", avaliou.
A estudante Eloisa de Jesus, de 13 anos, teve a mesma percepção. "Comecei a andar de skate faz pouco tempo, e aproveitei para conhecer quem anda melhor do que eu, para quem sabe começar a aprender mais manobras."
A cozinheira Cleide Dias estava com o filho Christofer Tiago Dias, 4 anos, e não sabia das atividades até chegar ao local. "Sempre venho aqui para ele brincar, e fiquei surpresa. Se não usarmos a praça, o pessoal da própria comunidade acaba quebrando tudo. Tinha que ter eventos assim mais vezes", sugeriu.

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