Projeto sobre causas trabalhistas deve ser votado no segundo semestre
São Paulo, 6 (AE) - O ministro do Trabalho, Francisco Dornelles, afirmou hoje que o Senado deve votar no segundo semestre o projeto que institui o rito sumarissímo nas pequenas causas trabalhistas, já aprovado pela Câmara dos Deputados. Ele acredita ainda que deve ser aprovado também o projeto que elimina o imposto sindical obrigatório.
Dornelles participou hoje da inauguração do Centro de Solidariedade ao Trabalhador, no Sindicato dos Metalúrgicos de Guarulhos, na Grande São Paulo. O Centro têm como objetivo buscar vagas em empresas da região de Guarulhos para oferecê-las aos desempregados. O projeto vai funcionar com verbas do Fundo de Amparo ao Trabalhador (FAT) e terá condições de atender a mais de 1000 pessoas por dia. O Centro é uma extensão da unidade já existente no Palácio do Trabalhador, em São Paulo da Força Sindical.
Dornelles ressaltou a importância dos Centros de Trabalhos para incentivar a geração de empregos. O ministro disse ainda que o governo esta disposto a examinar todas as propostas feitas pelas Centrais Sindicais na tentativa de diminuir o desemprego. Amanhã, Dornelles terá uma reunião com representantes da Força Sindical, e da Confederação Geral dos Trabalhadores, em Brasília.
Inflação - O ministro descartou há pouco a possibilidade de indexação da economia e previu que a inflação, em 99, deve ficar abaixo da meta de 8%, anunciada pelo ministro Pedro Malan, na semana passada. "Eu não acredito que as taxas vão atingir nem o inflacion target", afirmou. Segundo ele, "a indexação não vem porque seria um retrocesso".
Ele mostrou-se otimista em relação ao aquecimento da economia no segundo semestre, que seria proporcionado, em sua opinião, pela diminuição das taxas de juros, pelo aumento de investimentos e das exportações. "Acredito que nós vamos ter um segundo semestre de economia mais aquecida, com melhoria do nível de emprego", disse, evitando fazer previsões sobre taxas.
Dornelles afirmou, ainda, que o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso está empenhado em intensificar o diálogo com as centrais sindicais, em busca de soluções para o desemprego.
Fiscalização - O ministro afirmou que o governo federal vai aplicar multas diárias aos postos de gasolina de São Paulo, que descumprirem a lei que proíbe o abastecimento "self service". "Nós não podemos permitir que uma multinacional desrespeite a lei", disse Dornelles. Ele comprometeu-se a determinar a fiscalização em todos os postos do Estado. O compromisso do ministro foi uma resposta às criticas do presidente da Força Sindical, Paulo Pereira da Silva, ao sistema "Self Service", que estaria contribuindo para o desemprego nos postos.
O secretário estadual de Relações de Trabalho e Emprego, Walter Barelli, presente no evento, confirmou a Dornelles que o Estado dispõe de uma lei, aprovada no ano passado, que proíbe o sistema. Na opinião de Dornelles, em razão dos altos indices de desemprego, inovações como o "self service" e a catraca eletrônicas nos õnibus devem ser adiadas.





