Projeto recruta padrinhos afetivos
PUBLICAÇÃO
segunda-feira, 30 de novembro de 2015
Antoniele Luciano<br>Reportagem Local 
Proporcionar a crianças e jovens abrigados em instituições de acolhimento uma nova perspectiva de vida. É isso o que voluntários que se dispõem a passar um tempo com este público, em Londrina, podem proporcionar através do projeto "Abrace um Futuro", da 1ª Vara da Infância e da Juventude. Lançada há pouco menos de um mês, a iniciativa consiste em um apadrinhar afetivamente um dos internos, seja realizando passeios culturais, fazendo visitas periódicas ou levando o afilhado para passar momentos com a sua família. O objetivo é tentar fazer a diferença para estas crianças por meio de uma convivência afetuosa.
Londrina e Tamarana - que também faz parte do projeto - têm hoje 88 crianças e adolescentes, de zero a 18 anos, vivendo nas instituições de acolhimento Casa de Maria, Lar Anália Franco, Casa de Passagem, Residencial do Café, Núcleo Social Evangélico de Londrina (Nuselon), e Abrigo Municipal de Tamarana. A servidora Vivian Senegalia Morete, referência técnica do Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente (NAE), responsável pelo "Abrace um Futuro", explica que apenas internos de 7 a 18 anos têm disponibilidade para receber apadrinhamento afetivo. "São crianças que não estão para adoção. A designação do padrinho é de acordo com as afinidades entre o voluntário e o afilhado. Às vezes, a pessoa dá mais certo com uma criança. Outras vezes, com um adolescente", salienta.
A ideia é que o padrinho afetivo crie vínculos de segurança e amizade a longo prazo com a criança ou adolescente e os ajude a formar um referencial de família. "É alguém com quem, no futuro, eles poderão conversar sobre a vida. Quando completam 18 anos, muitas vezes já não têm mais ligação com a família, e poderão ter neste padrinho um suporte após o acolhimento", comenta Vivian.
REQUISITOS
Para participar do "Abrace um Futuro", é preciso ter mais de 21 anos e passar por uma entrevista com os responsáveis pelo projeto, oficina e visita domiciliar. Mesmo quem não quer ter um envolvimento afetivo com as crianças, tem a possibilidade de contribuir através de outras formas de apadrinhamento. Neste caso, entram os trabalhos voluntários; a doação de materiais, como roupas, calçados, brinquedos e livros; o custeio de atividades, como escolinha de futebol ou inglês, e concessão de bolsas; e ainda disponibilização de vaga de estágio e aprendizagem. "São áreas em que não há necessidade de convivência. Temos uma demanda bastante grande na área de serviços", pontua a servidora do NAE.
Conforme ela, podem se inscrever para o trabalho voluntário, profissionais liberais, como médicos, professores, dentistas, nutricionistas, fonoaudiólogos e psicólogos. As atividades ocorrem de acordo com a disponibilidade do voluntário, podendo, inclusive, ser realizadas no local de trabalho do inscrito. "Pessoas que têm tempo disponível e que gostam de desenvolver atividades terão um lugar onde serão muito queridas", assinala Vivian.
SERVIÇO
"Abrace um Futuro"
Núcleo de Apoio Especializado à Criança e ao Adolescente (NAE)
www.abraceumfuturo.com.br
Telefone: (43) 3572-3709/ 3572-3286


