Projeto quer que bicho tenha nome de bicho
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quinta-feira, 28 de outubro de 2004
Agência Estado 
São Paulo - ''O nome de um homem não é como uma capa que lhe está sobre os ombros, pendente, e que pode ser tirada ou arrancada a bel prazer, mas uma peça de vestuário perfeitamente adaptada ou, como a pele, que cresceu junto com ele; ela não pode ser arrancada sem causar dor também ao homem.''
Com estas palavras cheias de pompa, escritas pelo poeta alemão Johann Wolfgang von Goethe, o deputado federal Pastor Reinaldo (PTB) abusa do estilo para tentar justificar um projeto de lei de sua autoria que visa a barrar uma mania brasileira que ganha cada vez mais adeptos: escolher nomes de gente para os cachorros e outros animais domésticos.
O projeto está na Comissão de Constituição e Justiça, em fase conclusiva. Caso aprovado, vai ao Senado e, se virar lei, para os desobedientes, estão previstas multas.
O psicólogo Enock Almeida Guimarães, da Secretaria de Educação do Distrito Federal, apóia o projeto. Conta que se baseia nas experiências que teve em seu consultório e em sua própria casa. Ele deu ao filho o nome de Apolo, o deus grego. Durante um tempo, enquanto apenas foguetes americanos tinham o mesmo nome, encheu o menino de orgulho. Mas o seriado americano Magnum começou a passar na Globo e o cachorro do herói chamava-se justamente Apolo. ''Foi um trauma'', lembra o psicólogo.


