Ana Carolina Sacoman Especial para a Folha
Uma biblioteca ambulante que divulgue e estimule a leitura em todos os bairros de Maringá. A idéia partiu do vereador Décio Sperandio (PDT) a partir da constatação de que existem apenas cinco bibliotecas municipais para atender 228 bairros, segundo dados da prefeitura. ‘‘Isto é muito pouco, quase nada’’, acredita Sperandio.
A idéia é que a biblioteca ambulante, montada em um utilitário, dê prioridade a bairros mais carentes e distantes do centro, onde o acesso aos livros é restrito. ‘‘O incentivo à leitura nesses lugares não existe, vamos levar esse benefício até as pessoas’’, espera. Inicialmente, os livros poderiam ser cedidos através de convênios firmados com a Universidade Estadual de Maringá (UEM) ou com a prefeitura.
Para a secretária de Educação, Mara Sperandio Cremm, a iniciativa é boa, mas faltam recursos para colocá-la em prática. Ela diz que realmente são poucas as bibliotecas públicas na cidade e o ideal seria fazer a ampliação e reestruturação dos locais já existentes. ‘‘Seria muito bom se tivéssemos mais bibliotecas atendendo vários bairros, ou que as escolas pudessem ser ampliadas para comportar locais de leitura para os alunos’’, completa.
O vereador afirma que a biblioteca ambulante é a saída mais econômica diante da impossibilidade financeira para reformas. ‘‘O custo do projeto é baixíssimo e totalmente viável’’, lembra. ‘‘O sucesso só depende de boa vontade política e um pouco de criatividade na implantação e divulgação’’, continua. Ele espera que, com essa iniciativa, aumente o interesse dos futuros leitores e que eles façam da leitura um hábito constante.
‘‘Ler é um prazer, quanto mais se tem, mais se quer; é como saciar a fome, de conhecimento, no caso’’. A intenção é atingir o maior número de pessoas possível. ‘‘Vamos despertar a curiosidade pelos livros em crianças, jovens e adultos de toda a cidade e dar o incentivo para que eles continuem a ler cada vez mais’’.

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